Entrar para a Academia de Música da OSESP é o sonho de grande parte dos jovens que aspiram a uma carreira profissional. A oboísta Layla Köhler realizou esse sonho aos 16 anos. Ela afirma que sempre desejou “usar o crachá daquela instituição” e que se sente “privilegiada e sortuda por poder viver dentro da Sala São Paulo, junto de grandes profissionais”. Mas esse não foi o único feito notável dessa jovem musicista.

Em 2017, a oboísta venceu o concurso Jovens Solistas da OSESP, disputado entre os membros da academia. Esse foi o segundo concurso que Layla venceu. O primeiro foi o Concurso Jovens Solistas da Escola Municipal de Música de São Paulo, em 2011. No mesmo ano, fez seu primeiro recital como solista, interpretando o Concerto para Oboé em Ré Menor, de Benedetto Marcello (1686-1739), na Sala Olido, em São Paulo.

Layla iniciou os estudos na flauta doce aos 5 anos e, aos 9, passou para o oboé. Aos 11 anos, entrou para a Orquestra Jovem Tom Jobim (EMESP) como 1ª oboé e também integrou a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Atualmente estuda com Joel Gisiger, oboísta da OSESP.

A musicista também integrou a Orquestra Jovem da Bahia, na qual tocou ao lado da pianista portuguesa Maria João Pires, em concertos em Genebra e Berlin. “Foi uma experiência incrível estar no palco com ela.”, afirma Layla.

Outra experiência marcante foi o concerto com a OSESP na Sala São Paulo. “O concerto foi uma experiência inesquecível. Nunca imaginei que tão cedo eu poderia solar uma obra tão difícil como o concerto do Strauss, com uma orquestra profissional como a OSESP. A Sala São Paulo é incrível e estar no palco com todos os olhos em você é indescritível. Dá pra sentir a responsabilidade pesar nos ombros. Porém, sem dúvidas, foi uma oportunidade única e extremamente prazerosa.”, comemora Layla.

Em dezembro de 2017, a oboísta recebeu a medalha Eleasar de Carvalho, que integrou junto ao concerto com a OSESP, a premiação pela vitória do concurso promovido pela orquestra.

Concertista: Quais músicos você admira?
Layla Köhler: Em primeiro lugar, meu professor Joel Gisiger; Emmanuele Baldini, um violinista apaixonado pelo que faz; Albrecht Mayer e François Leleux, dois grandes oboístas que realmente sabem fazer música.

Concertista: Qual a maior dificuldade técnica do oboé?
Layla Köhler: A maior dificuldade técnica do instrumento é o controle da palheta e consequentemente o controle do ar.

Concertista: Como é a rotina de estudos na Academia de Música da OSESP?
Layla Köhler: A rotina de estudos é muito intensa. Aulas teóricas, práticas, ensaios com piano, música de câmara e assistir a concertos semanais da OSESP fazem parte da grade do curso e, também, somos convidados para tocar com a OSESP em alguns programas.

Concertista: O que planeja para o futuro profissional?
Layla Köhler: Quero integrar uma orquestra reconhecida, fazer música bem estruturada e, ao mesmo tempo, apaixonada.

Foto: Daniel Häker


Publicado no primeiro número da revista CONCERTISTA.

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