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DANIEL FIGUEIREDO Flautista, administrador do lab.flauta, mestrando em musicologia histórica pelo Instituto de Artes da UNESP e Bacharel em Instrumento Antigo – Flauta Doce pela mesma instituição.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][vc_single_image image=”1822″ img_size=”medium”][vc_column_text]


ALFREDO ZAINE Flautista, administrador do lab.flauta, mestre em música pela Escola Superior de Música e Artes de Stuttgart, na qual recebeu o Prêmio DAAD como aluno internacional de destaque.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]

Educação

lab.flauta

Plataforma web é um oásis para flautistas

A música erudita tem considerável presença na internet, por meio de vídeos de concertos, masterclasses, catálogos completos de obras, ebooks, revistas, etc. Entretanto, ainda carece de algo imprescindível na era digital: boas plataformas para difusão, pesquisa e aprendizado dessa música. É essa a proposta de uma promissora iniciativa que surge em meio a uma miríade de conteúdo duvidoso postado na rede.

Lançada em 2018, a plataforma foi idealizada e desenvolvida pelos flautistas Alfredo Zaine e Daniel Figueiredo e nasceu com uma missão clara: oferecer um conteúdo consistente, seguro, diversificado e produzido por colaboradores de várias partes do Brasil. A julgar pela qualidade do trabalho, esse objetivo já foi alcançado. A plataforma tem todas as qualidades para ser, de longe, um dos melhores projetos para internet do país.

Faz parte do nosso desafio deixar o ‘lab.flauta’ cada vez mais democrático, plural e representativo de nosso país, sempre com mais flautistas colaborando.

Concertista: O que motivou a criação da plataforma?
lab.flauta: A vontade de criar uma plataforma, em português, para distribuir conteúdo sobre flauta doce já estava em nossa mente há alguns anos. Algumas tentativas foram feitas, mas nenhuma delas (o Fórum Brasileiro de Flauta doce e um blog) foi bem sucedida. Então, depois de algum tempo planejando, decidimos pela criação do lab.flauta.

A plataforma tem por padrão a diversidade de colaboradores e que eles possam ser representantes de diversos pontos do Brasil. Essa diversidade é também muito importante para evitar que apenas um pequeno grupo de pessoas torne-se porta-voz da flauta doce no país, ignorando, assim, o que acontece por nosso território.

Todos os que são convidados para colaborar com a plataforma possuem algum tipo de importância ou expressividade para a comunidade da flauta doce, podendo, dessa forma, contribuir com variedade de temas relevantes para o instrumento.

Das diferentes temáticas que exploramos, existem algumas que aparentemente podem ser básicas, mas que, por vezes, foram difundidas na internet por pessoas que não são formadas em flauta doce, não são flautistas e, muitas vezes, não são nem músicos; por isso, estamos cuidadosamente investindo no desenvolvimento de um conteúdo que possa de fato ajudar e não atrapalhar quem busca informação sobre flauta doce. Essa preocupação tem sido adotada justamente por haver uma grande quantidade de informação hoje disponibilizada na internet a qual vem sendo sistematicamente produzida por não flautistas.

Também estamos tendo o cuidado para que todos os colaboradores da plataforma sejam flautistas – formados em flauta doce – ou de fato especialistas sobre o assunto. Todos figuram na plataforma de maneira igualitária, não importando se a colaboração tenha sido um artigo ou uma participação em vídeo. Cabe a nós, Alfredo Zaine e Daniel Figueiredo, o trabalho de coordenar e administrar esse conteúdo, bem como o de fazer a curadoria do conteúdo.

Concertista: Como foi o processo de desenvolvimento? Contrataram programadores?
lab.flauta: O desenvolvimento do lab.flauta é muito simples. Não temos programadores contratados: somos nós mesmos, Alfredo e Daniel, quem decidimos e montamos as ideias e as executamos, desde as escolhas das imagens para ilustrar as matérias ou os vídeos até os detalhes de formatação, como os que acompanham as matérias com exemplos musicais.

Algumas coisas têm nos inspirado para isso: inicialmente o desafio de conectar os flautistas espalhados pelo país. Trabalhos como o do grupo Flauta de Bloco, dirigido pela professora Daniele Barros, que está na Universidade Federal de Pernambuco, hoje, por meio da internet, podem ficar tão próximos de quem está buscando informações sobre flauta doce como o Flautarium, que é o grupo de flautas doces dirigido pela professora Lucia Carpena, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sem contar com o trabalho que é produzido dentro e fora de diferentes universidades brasileiras.

Existem também alguns trabalhos que nos inspiraram para a criação da plataforma, como a The Recorder Homepage, de Nicholas Lander (um site com extensas e detalhadas informações sobre flauta doce); a Stichting Blokfluit (que é uma grande base de dados sobre repertório para flautas doces); e a flautista Sarah Jeffery (uma youtuber que desenvolve conteúdo sobre flauta doce); a base de dados de flautas doces renascentistas remanescentes a qual foi desenvolvida por Adrian Brown e está disponível em seu site; o site do construtor Fernando Paz, o qual traz uma lista de artigos e informações sobre flauta doce; e o Beautiful Recorders, que é um catálogo de fotos de flautas doces.

Esperamos que o conteúdo que está hoje disponibilizado na plataforma possa ser capaz de levar alguém que queira estudar flauta doce (ou outro instrumento musical) a procurar um professor.

Concertista: Como está sendo a receptividade da comunidade musical?
lab.flauta: Nosso foco tem sido o da comunidade de flautistas (doces) brasileiros e cada conteúdo tem um tipo de recepção. As matérias, por exemplo, costumam ser mais discutidas e comentadas por colegas e pessoas ligadas de alguma forma à educação musical. Conhecemos alguns professores que têm usado textos da plataforma em sala de aula. Eu mesmo, Alfredo, costumo usar com os alunos da classe de licenciatura em flauta doce da Unesp alguns textos – como, por exemplo, o sobre dedilhado germânico escrito pela professora Patrícia Michelini. Os vídeos têm um público mais abrangente e amador. A ideia dos vídeos é, de alguma forma, penetrar numa camada muito grande de pessoas, inclusive autodidatas, que, pela quantidade de informação disponibilizada hoje na internet, não conseguem identificar facilmente se a informação a que está tendo acesso é pertinente ou não. Ainda sobre as matérias, temos notado um crescente interesse de portugueses no conteúdo que colocamos na plataforma, o que para nós tem sido bem surpreendente.

Ainda por conta da plataforma, recentemente nós, Alfredo e Daniel, fomos convidados a participar da Semana de Sopros do Conservatório Estadual de São João del-Rei e, dentre as atividades que desenvolvemos lá, realizamos um concerto em que ficou evidente a surpresa do público quanto às possibilidades da flauta doce.

Concertista: Quais os próximos passos? Pretendem oferecer cursos online?
lab.flauta: Ainda não temos certeza dos próximos passos, ainda mais porque estamos testando alguns conteúdos. Mas faz parte do nosso desafio deixar o lab.flauta cada vez mais democrático, plural e representativo de nosso país, sempre com mais flautistas colaborando. A plataforma não está completa e talvez nunca esteja, pois nossa ideia é, de alguma forma, ir se adequando, sempre que necessário, a novas ideias e conceitos. Ainda estamos investindo em algumas outras ferramentas que vão, aos poucos, sendo delegadas a outros colegas flautistas, bem como na reestruturação de alguns conteúdos. Também não temos planos de, em algum momento, oferecer cursos online. Esperamos que o conteúdo que está hoje disponibilizado na plataforma possa ser capaz de levar alguém que queira estudar flauta doce (ou outro instrumento musical) a procurar um professor capacitado ou uma instituição que abrigue, no caso da flauta doce, profissionais especializados neste instrumento, afinal nós não acreditamos que o YouTube ou um blog seja o ambiente correto para isso. E nada consegue substituir o olhar atento de um professor (formado em flauta doce) o qual pode detectar pequenas nuances que, num futuro, poderiam se transformar num problema ainda maior. ◆[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1537493840199{padding-top: 5px !important;padding-right: 30px !important;padding-bottom: 30px !important;padding-left: 30px !important;background-color: #d4dec4 !important;}”]

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O que você vai encontrar

Mestrado em Flauta Doce
Entrevista em vídeo com a professora Lucia Carpena, que fala sobre o mestrado em flauta doce da UFRGS, primeiro do gênero no país, música medieval e outros temas.

Flauta doce e música contemporânea
No vídeo, a flautista alemã Sylvia Hinz fala sobre a relação da flauta doce com a música contemporânea, da importância de o professor incentivar os estudantes a tocar essa música e, também, de seus projetos.

Flauta doce barroca x germânica – dois dedos de prosa
Nesse artigo, a flautista Patricia Michelini discute alguns mitos sobre os dedilhados de ambas as flautas.

Mais vídeos e artigos
www.labflauta.org[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Publicado na 3ª edição da revista CONCERTISTA[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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